sábado, 25 de março de 2017

Bióloga brasileira premiada entre as 15 melhores cientistas do mundo


Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
Fernanda de Pinho Werneck, 35 anos, bióloga de Brasília (DF), ganhou um prêmio científico da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A cientista brasileira foi premiada no dia 21 de março, em Paris, ao subir no palco do Hotel Pullman, declarou: Precisamos repensar os nossos hábitos se quisermos deter o avanço do aquecimento global", um apelo que ela repete sempre.

Goiana, cresceu em Brasília, considerada uma das melhores 15 cientistas do mundo e acaba de entrar para o Hall Internacional da Ciência. Integra este ano a edição da “Rising Talents”, um programa criado pela L’Oreal-Unesco para a promoção e incentivo do papel das mulheres na ciência.

A pesquisadora realiza estudos sobre as mudanças climáticas e os riscos de extinção e o potencial futuro de diferentes espécies e populações, trabalha com a biodiversidade de anfíbios e répteis, investiga os possíveis efeitos do aquecimento global, e verifica como a temperatura afeta os maiores ecossistemas da América do Sul, que são a Floresta Amazônica e o Cerrado, e a zona de transição entre eles, o chamado ecótono.

“Os animais dessa região dependem muito da temperatura ambiental para regular a temperatura do corpo e são mais suscetíveis às mudanças”, afirma Fernanda.

Em entrevista à RFI Brasil, Fernanda Werneck reflete: “Tentamos entender a diversidade genética dessas populações usando tecnologias de sequenciamento ultramodernas, que tem um alto custo laboratorial”.

Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
A cientista brasileira comemorou o prêmio recebido. “Não é todo dia que temos a oportunidade de divulgar nosso trabalho, seus resultados e a importância desse tipo de pesquisa de base que nos permite entender nossas espécies para poder justamente preservá-las”, salienta. 

Fernanda também falou sobre o aumento do número de mulheres brasileiras na ciência: “Os resultados foram bem surpreendentes, já que indicam que o Brasil foi um dos países que mais avançou. Atualmente, 50% dos trabalhos científicos são de autoria feminina. Mas muito embora exista um certo avanço nesse sentido, sabemos que progressos podem ser facilmente revertidos”, alerta a pesquisadora.

Na oportunidade Fernanda incentivou as mulheres que pretendem seguir o mesmo caminho que ela: “Não desista, continue, por mais que o caminho possa vir a ser turbulento em alguns momentos. Não importa a região, a classe social, ou o gênero. O que nós precisamos é dos melhores cérebros”.


Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
De acordo com os dados mundiais revelados pela consultoria Boston Consulting Group, uma menina que se forma no ensino médio tem, em média, 35% de probabilidade de seguir uma graduação em área científica, 18% de chance de se formar, 8% de fazer um mestrado e 2% de se tornar uma doutora em ciência. Para os homens, estes números são respectivamente 77%, 37%, 19% e 6%. 

No Brasil, a bióloga Fernanda Werneck, de 35 anos, conseguiu superar as estatísticas e teve sua trajetória profissional reconhecida por um prêmio internacional para mulheres cientistas.

A investigadora enfatiza: “Os resultados foram bem surpreendentes, já que indicam que o Brasil foi um dos países que mais avançou. Atualmente, 50% dos trabalhos científicos são de autoria feminina. Mas muito embora exista um certo avanço nesse sentido, sabemos que progressos podem ser facilmente revertidos”.

“A carreira científica não é fácil. Exige muitas horas, muitas viagens. Muitas vezes não conseguimos acomodar com uma rotina”. (O Globo)

Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
“Mulheres na ciência tem o poder de mudar o mundo”.

O International Rising Talents tem por objetivo impulsionar o percurso de excelência de jovens e promissoras cientistas até se tornarem pesquisadoras internacionalmente reconhecidas. 

Essa premiação é concedida a 15 jovens cientistas por ano, três de cada região do mundo: África e Estados Árabes, Ásia e Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte. 

O prêmio fá foi recebido por duas brasileiras: a farmacêutica Carolina Horta em 2015, e a professora Elisa Orth (Ciências Química), em 2016, ambas, assim como Fernanda, também vencedoras do “Para Mulheres na Ciência”. 

Para conquistar esta premiação, o primeiro passo é inscrever-se no “Para Mulheres na Ciência”, as inscrições estão abertas para a sua 12ª edição. No Brasil também conta com a parceria da Academia Brasileira de Ciências. Todo ano, sete pesquisas são premiadas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada.

*Para inscrever-se no projeto é só acessar:
http://www.paramulheresnaciencia.com.br

Fernanda Werneck fala sobre o seu trabalho e premiação - Vencedora do prêmio Para Mulheres na Ciência no ano de 2016,  Confira o vídeo:



Com informações O Globo/ RFI Brasil/ SóNotíciaBoa/Academia Brasileira de Ciências/Loreal.com.br/Revista Amazônia/For Women in Science/

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ice Memory: Unesco inicia resgate do gelo da terra

Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
Um grupo de cientistas apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU), lançou esta semana em Paris, um projeto intrépido para salvar a memória das geleiras de montanhas do mundo inteiro. 

O projeto Ice Memory irá acontecer em junho, no Monte Illimani, nos arredores de La Paz, Bolívia. Cientistas brasileiros também vão está envolvidos na iniciativa.

Os investigadores subirão os glaciares mais fragilizados e propensos ao aquecimento global, como os dos Alpes e dos Andes tropicais, cerca de 6 mil metros de altitude, carregando penosamente nas costas, as partes de uma broca elétrica, que será usada para perfurar os 140 metros de espessura do gelo e coletar dois cilindros de 10 centímetros de diâmetro.

O sacrifício é compensado pelo baú de tesouros de informações que o gelo glacial traz em si: os cilindros, conhecidos como testemunhos de gelo, guardam o registro preciso de como era o clima da terra no passado.

                                   Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia

Uma das partes coletadas será enviada para a Antártida, para ser conservada a 54ºC, na Estação Polar Ítalo Francesa Concórdia. A outra será analisada quimicamente no Brasil, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em outras instituições da França, Rússia e dos Estados Unidos da América (EUA).

O trabalho implica em riscos, não só pelas dificuldades da ascensão com o equipamento, pois não é possível chegar a alto do Illimani de helicóptero, devido as condições de trabalho em alta montanha, onde os cientistas passaram mal devido à altitude em uma expedição da UFRGS, no ano de 1999.

Foto: Reprodução/Monte Chacaltaya/Vista lá de cima/Cordilheira La Paz/Bolívia
Através dos estudos é possível perceber qual a composição da atmosfera séculos e milênios atrás, com precisão anual, afinal uma geleira é formada pela lenta disposição e compactação de camadas de neve do inverno. 

As geleiras de montanha guardam dados preciosos sobre a variação do clima local. Exemplificando as montanhas da Bolívia, todo o histórico de grandes queimadas na Amazônia nos últimos 18 mil anos está preservado no gelo. Porém o aquecimento global está erodindo essa memória.

Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
De acordo com o glaciologista Jefferson Simões, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, um dos líderes do projeto. O derretimento causa amnésia nas geleiras: a água da superfície penetra até camadas de gelo mais no fundo, bagunçando a ordem cronológica perfeita de camadas de neve, eliminando as bolhas de ar que aprisionam a atmosfera do passado tornando o gelo imprestável para análises. 

Ele acrescentou: “Estamos perdendo esses registros. Algumas geleiras estão ficando inutilizadas para a ciência. Essas são as sortudas. As azaradas estão simplesmente desaparecendo ou já desapareceram, como a do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, e a do monte Chacaltaya, vizinho do Illimani".

Jefferson Simões é o primeiro brasileiro a especializar-se em glaciologia, a ciência do gelo em todas as suas formas e seu papel no sistema ambiental.

Foto: Reprodução/ Prof. Jefferson Simões



O ano passado O Ice Memory já havia coletado, testemunhos da geleira Col du Dôme, no Mont Blanc, ponto culminante da Europa. Em 2020, será construída a caverna artificial para abrigar as amostras de todo o projeto, que conta com equipes de 11 países (França, Suíça, Itália, Brasil, Suécia, Japão, Bolívia, EUA, Rússia, Alemanha e China). Será o primeiro santuário de amostras de gelo do mundo, numa região, o leste antártico, que por enquanto está a salvo dos impactos da mudança do clima.

Esta é a segunda iniciativa global para construir uma espécie de Arca de Noé nas regiões polares. Na década passada, a ilha de Spitsbergen, no Ártico norueguês, recebeu o Cofre Global de Sementes onde cultivares do mundo inteiro vêm sendo mantidas a -18ºC de forma a permitir o retorno da agricultura no planeta em caso de uma catástrofe.

Foto: Reprodução: Cofre Global de Sementes/Ártico norueguês
Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
Com informações: Conexão Planeta/Observatório do Clima/Planeta sustentável

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Projeto Lata 65 - Uma iniciativa portuguesa que transforma idosos em grafiteiros


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa
Os idosos que antes acostumados a fazer a arte milenar do crochê ou tricô, conversando e vendo televisão bem acomodados, agora estão praticando uma arte bem movimentada, a “ street art” ou  “grafite”.

Tudo começou com o Projeto Lata 65, que é realizado nas ruas de Lisboa, em Portugal e promove oficinas para os idosos com mais de 65 anos, ensinando-os técnicas de intervenção urbana e grafite em paredes e muros, e contribui para quebrar os estereótipos relacionados com a idade. 

O projeto foi criado no ano de 2012, pela arquiteta portuguesa Lara Seixo Rodrigues, 36, quando era co-fundadora do WOOL (Festival de Arte Urbana da Covilhã, em Portugal), na época Lara foi desafiada a fazer um workshop de arte urbana para a 3ª idade. E o que chamou a atenção foi o público mais interessado, “os idosos”, eles demonstravam maior entusiasmo pelas oficinas. 

A iniciativa mostra que a idade é apenas um número. “O resultado tem sido impactante. O que nós percebemos é que usamos a arte para atingir pontos na vida dos idosos que não podíamos imaginar", salienta Lara. 

O Projeto Lata 65 veio para transformar os idosos em verdadeiros artistas de rua.

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Lara enfatiza: “Claramente o 'Lata 65' se apresenta como um projeto de inclusão e integração deste grupo etário, eles percebem a rua, a cidade onde vivem. O projeta os desperta para a arte na sua generalidade". 

As atividades com os idosos começam com workshops, onde eles aprendem a história do grafite e o que é a arte urbana. Na sequência, eles criam as próprias marcas, os stencils (tipo de folha de papel fino que serve para moldar os desenhos) e só depois é que vão às ruas para pintar as paredes da cidade de Lisboa, onde o projeto acontece. Usam tudo que aprenderam e experimentam a sensação de liberdade, expressa na arte do grafite.

A coordenadora do projeto destaca que desde o primeiro workshop é possível e desejável despertar, motivar e entusiasmar os mais idosos através da arte urbana, apresentando a estas gerações, novas atividades, novas técnicas, ditas dos mais jovens, como forma de escape e quebra de rotinas, gerando qualidade, jovialidade e bem estar em suas vidas. 

“Há idosos que não desenham há 50, 60 anos, e estão se superando, uma enorme transformação, muitas pessoas chegam desgastadas com a vida, cabisbaixas e tristes. E a partir do momento que vão para a rua, começam a pintar como crianças, super felizes. Eles dizem que é uma experiência para toda a vida”, argumenta Lara Rodrigues. 

Ela reflete: “O que nós percebemos é que usamos a arte para atingir pontos na vida dos idosos que não podíamos imaginar. Luísa, uma das integrantes, assina como 'Armando' em homenagem ao marido falecido".

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

A média de idade dos participantes do projeto é 72 anos e o mais idoso tinha 102. Apesar das oficinas serem abertas a todos os idosos, a maior parte dos alunos são mulheres, que após participarem sentiram-se melhor. Isabel Paço, 53 anos, do Porto, diz: “Eu estava me sentindo longe de tudo, um bocadinho depressiva”. Ela acrescenta: “As diferentes experiências e o aprendizado são benéficos para os mais velhos, porque nos mantém atualizados. Nos sentimos felizes, ativos, vivos, uteis".

Eduardo Machado, 70, um dos poucos homens a se interessar, que depois de aposentado passou a experimentar cerâmica e aquarela. Ele ressaltou: “Sempre admirei os grafites feitos por essa gente nova. Alguns fazem rabiscos a vida toa, mas outros se aperfeiçoam. Eu nunca tinha me imaginado assim, no meio da idade pintando uma parede. Aconteceu".

As oficinas do "Lata 65" são realizadas em ambientes de trabalho totalmente descontraídos, ideais para a aprendizagem das mais variadas técnicas de intervenção nas ruas. Os participantes são acompanhados por artistas de renome da atualidade.

Foto: Reprodução/Workshops/Lata 65/Lisboa

Segundo Lara Rodrigues, o principal objetivo do Lata 65, é conectar as gerações mais velhas e mais jovens através da arte, ajudando-os a se envolverem em novas formas de arte contemporânea de uma maneira leve e divertida. “Costumo dizer que a lata de spray de tinta tem algo de mágico que não sei explicar. Todo mundo gosta de experimentar e o idoso não é exceção”. 

O grupo espalha criatividade pelos murais dos bairros. Lugares antes degradados e abandonados transformaram-se em ambientes cheios de beleza, vida e cor. O Lata 65 veio para eliminar os “clichês” sobre a arte de rua e ampliar os adeptos ao grafiti, uma arte inclusiva carregada de expressão das ruas.

Lara Rodrigues já viajou por diversas cidades em Portugal, Estados Unidos, entre outras. O projeto sem fins lucrativos é financiado pela venda de merchandising, como camisas e broches pela internet. A própria logomarca do Lata 65 foi desenhada por uma participante, que passou a sair sozinha para pintar os muros e chegou a ser detida pela polícia. Ela morreu em 2015.


Foto: Reprodução/merchandising/Lata 65/Lisboa

No Brasil a iniciativa aconteceu em São Paulo, em outubro de 2015, na edição do Serviço Social do Comércio (Sesc/Santana). 

Os cursos têm duração de oito a dez horas, divididas em dois dias, de acordo com estas etapas: 

- A primeira parte do curso é a teórica visual (aprendem sobre a história do grafite, quem foram os precursores, quais as técnicas existentes, etc. 

- A segunda é a prática, e os idosos aprendem a preparar moldes e saem para pintar o muro.

* Os idosos que apresentam dificuldades motoras e que precisam ser ajudados são incentivados.

Veja o talento dos grafiteiros do Projeto Lata 65

Foto: João Fortunato/Lata 65/Lisboa
O despertar para a arte... Na melhor idade.

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa 
Street art... Um motivo para viver o inusitado.


Foto: Rui Gaiola/ Lata 65/Lisboa

A arte de rua não tem idade. Criatividade...


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Grafitar... Um simples detalhe faz a diferença!

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Proximidade com a arte contemporânea... Concentração... Eis que surge um novo artista.


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

O grupo interage com as cores... Natureza... Descontração...


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Projeto Lata 65. A vida em unidade com a arte. Uma bela iniciativa!


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa
Com informações da Folha de São Paulo/O Dia/Hypeness/Iberoamerica/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sony cria lente de contato que captura imagem e projeta vídeo ao piscar o olho


Foto: Reprodução
Um usuário de lente de contato comum jamais imaginaria que um dia a sua lente poderia gravar imagens com uma câmara minúscula, e depois rever, quando bem quisesse. 

O imaginário está prestes a tornar-se real. A Sony criou uma patente de lente de contato que grava vídeos e move-se ao movimento do olho.

Um detalhe interessante dessa nova lente de contato é que a mesma difere de outras lentes e óculos, que permitem acesso à internet e criam uma realidade aumentada. A nova patente da Sony apresenta um sistema com capacidade de captura de imagens e armazenamento de dados dentro da própria lente. A gravação é ligada e desligada ao piscar o olho.
Foto: Reprodução
A câmara possui sensores capazes de identificar se o olho está piscando intencionalmente, de forma natural ou involuntariamente, a ação deliberada ativa a câmara. As imagens são gravadas num dispositivo interno da lente, possibilitando acessibilidade com maior rapidez e facilidade.

De acordo com informações do site Futurism, a patente segue a tecnologia sofisticada de projetos anteriores da gigante tecnológica que utiliza sensores piezoeléctrico que convertem energia mecânica em energia elétrica. Os movimentos dos olhos são lidos por esses sensores para ativar a câmera ou as gravações.

Os detectores ainda permitem que a bateria receba carga através dos movimentos dos olhos, via indução eletromagnética, e uma corrente elétrica será produzida por um condutor móvel através de um campo magnético. A lente também terá capacidade de ajustar-se aos olhos do usuário e utilizar o foco automático no caso de imagens embaçadas

Foto: Reprodução
As informações dão conta de que a Sony, Samsung e Google vem desenvolvendo projetos neste sentido desde 2014. A tecnologia ainda é teórica e avançada, mas com a quantidade de companhias buscando desenvolver os dispositivos necessários para patentes similares, não deve demorar para que essas lentes se tornem realidade, porém não se tem previsão de quando vão chegar ao mercado.

Segundo a Leisure Management, essa inspiração parece ter saído da temporada britânica, The entire history of you, de Black Mirror. Os personagens conseguem registrar acontecimentos que se passam diante de seus olhos através de uma lente e as imagens ficam armazenadas em um grão colocado atrás de suas orelhas.

Foto: Reprodução
Com informações do Vírgula Uol/24 horas New/Minds/Leisure Management/ Futurism

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sebrae vai contratar aposentados: experiência vence o preconceito

Foto: Reprodução
Aposentados terão possibilidade de conseguir uma oportunidade de trabalho através do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que vai contratar 510 aposentados para as vagas de consultor de crédito.

As vagas serão disponibilizadas para pessoas experientes que trabalharam na rede bancária, nas áreas de análise de crédito e atendimento à pessoa jurídica.

Os candidatos selecionados atenderão a micro e pequenas empresas e caso aprovados terão possibilidade de assinar contrato com o Sebrae, com duração até dezembro de 2018.

O contratado poderá trabalhar na sua residência, e receberá a quantia de R$ 453 reais por empresa atendida, com este dinheiro o aposentado vai poder aumentar a sua renda familiar.
Foto: Agência Brasil














As inscrições podem ser feitas pelo site do Sebrae.
  
A seleção dos candidatos vai até o dia 15 de fevereiro e será por análise e currículo, e experiência comprovada. 

O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 9 de março.

Caso o número de aprovados ultrapasse o estipulado por Estado, será feita uma lista classificatória, considerando a seguinte pontuação: atuação como gerente de clientes pessoa jurídica (2 pontos por ano); atuação como gerente de clientes micro e pequenas empresas (3 pontos por ano); atuação como gerente-geral de agência com clientes pessoa jurídica (4 pontos por ano); atuação como analista de crédito (5 pontos por ano); e atuação como analista de crédito de micro e pequenas empresas (6 pontos por ano).

Foto: Revista Istoé
Segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a seleção vai na contramão das práticas no mercado de trabalho. A oportunidade é uma forma de combater o preconceito contra o idoso. “O que eu tenho assistido é empresas fazendo PDV [Programas de Demissão Voluntária]. Normalmente eles buscam tirar os mais velhos. Há um grande preconceito contra que é mais velho no mercado. Nós estamos indo na direção contrária. O mais velho para nós é muito importante”.

Citando estatísticas do próprio Sebrae, Afif Domingos enfatizou que a intenção é aproveitar a experiência dessas pessoas. “Essa é a turma que sabia dar crédito sem precisar olhar o computador, porque era olho no olho. Hoje, graças à moderna tecnologia, quem dá crédito é o computador. O gerente está absolutamente amarrado às regras. Isso faz com que 83% das pequenas empresas não tenham acesso ao crédito”, afirmou, citando estatísticas do próprio Sebrae.

Afif declarou ainda que após passar pela consultoria, os pequenos empresários vão contar com o aval da entidade para solicitar crédito junto ao banco. “Passando pelo crivo desse agente especial, o empresário passa a ter a vantagem de ter o aval do Sebrae, substituindo a garantia [em forma de bens]. O Sebrae tem um grande fundo de aval, com patrimônio de R$ 780 milhões".

Na opinião do aposentado Mário Luiz Pegoraro, 74 anos, presidente da Associação nacional de Aposentados (APOSEN), a iniciativa do Sebrae é positiva. Argumentou também que  o próprio valor das aposentadorias influencia na decisão de os aposentados buscarem uma reintegração ao mercado. “É a recolocação no emprego. Nos Estados Unidos, existe uma associação de aposentados que, antes mesmo de as pessoas se aposentarem, começa a consultar o que ela gostaria de fazer".
Foto: Reprodução

"Mas o tempo passa tão depressa... O tempo é algo inexplicável ... Momentos em que ele passa depressa... Momentos em que simplesmente não passa"...


Foto: Agencia Brasil

Ainda há tempo!


O mercado de trabalho encara um candidato com mais idade, com um certo desprezo. Quem está desempregado quando busca uma recolocação, encontra pela frente um desafio enorme, e não sabe o que fazer para conseguir um emprego, perto da idade de se aposentar.

A boa notícia é que empresas sérias, modernas e dinâmicas estão a apostar na meia idade.
Foto: Reprodução
Estas empresas estão investindo na terceira idade através de planejamentos estratégicos, e chegaram à conclusão que estes profissionais são mais experientes, levam mais a sério tarefas que a chamada geração Y não tem paciência de fazer, e por sua vez são mais compromissados.

Os programas voltados para a empregabilidade de idosos tem alcançado cada vez mais pessoas que antes não tinham oportunidade no mercado de trabalho, pois o pré-requisito "idade", passou a ser um ponto negativo.

A oportunidade gerada por estas empresas, tem demonstrado que o importante não é a idade em si, mas a experiência e o potencial do empregado. A iniciativa tem contribuído nas novas oportunidades de emprego, para quem já viveu por mais de meio século. 


Foto: Reprodução
Não é à toa que essa faixa etária é conhecida como: "a melhor idade". Ao contrário do que se pensa, ter idade avançada é uma mais valia, quando se tem força de vontade e persistência. 
Foto: Reprodução
Segundo a equipe do Carreiras Emprego, experiência, assiduidade e valores pessoais fazem da terceira idade um público competente para continuar trabalhando. Uma dica para quem tem mais de 50 anos é exalar experiência numa entrevista de emprego, falar sobre as qualidades, vivências, e mostrar que tem muito para aprender. E por último, participar de cursos, palestras, Worshops, e atualizar-se.

Foto: Think Stock
Aportou na terceira idade ou melhor idade:  Mantenha o entusiasmo e a energia. O seu tempo é hoje!

Foto: Extra

Com informações do Sebrae/ Agência Brasil/Revista Istoé/Huffington Post 
Mais dicas sobre o mercado corporativo: Carreiras.Empregos.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Jangada Literária: ajudando a construir um país de leitores

Foto: Blog Jangada Literária

A leitura engrandece a alma, já dizia Voltaire (escritor francês). O contato com os livros ajuda a formular e organizar uma linha de pensamento. O hábito de ler está ligado a gostos pessoais, entretanto, seja por prazer, estudar ou manter-se informado, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. 

O escritor brasileiro Monteiro Lobato, nos deixou uma herança literária e frases importantes, entre as quais: "Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê” - "Um país se faz com homens e livros". 

Pensando nesta necessidade primordial do ser humano desenvolver diversas habilidades, cinco organizações não governamentais uniram-se em prol do Projeto Jangada Literária, com o apoio do Instituto C&A de Desenvolvimento Social, através do Programa Prazer em Ler. O projeto surgiu oficialmente no ano de 2013, e tem por objetivo garantir o direito à leitura de crianças e adolescentes em Fortaleza (CE). 
Foto: Blog Jangada Literária 
O Projeto Jangada Literária concentra-se na busca da leitura como direito humano para crianças e adolescentes. Uma espécie de polo, com o propósito de promover a democratização e o acesso à leitura. Inicialmente cinco bibliotecas uniram-se, com a missão de levar o prazer da leitura para comunidades carentes. 

As atividades acontecem nas sedes das Organizações Não Governamentais, que passaram a contar com espaços de leitura que antes eram utilizados somente por frequentadores da região, depois transformaram-se em bibliotecas comunitárias que atendem os bairros: Jardim Iracema, Álvaro Weyne, Presidente Kennedy e Padre Andrade em Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, região metropolitana. 

Outras ações são desenvolvidas nas bibliotecas: mediação de Leitura, empréstimos, devolução de livros, pesquisas, entre outras atividades.

Foto: Blog Jangada Literária
O Polo é formado pelas bibliotecas comunitárias:

· Biblioteca Comunitária Jardim Literário;

· Biblioteca Comunitária Criança Feliz;

· Biblioteca Comunitária Famílias Reunidas;

· Biblioteca Comunitária Sorriso da Criança;

· Biblioteca Comunitária Leônidas Magalhães;

· Biblioteca Comunitária Literateca.



Foto: Blog Jangada Literária
" O futuro das organizações e nações, dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente" (Peter Senge).

Que está por vir:

As Ongs estão centradas em construir futuramente o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Fortaleza (PMLLLB), um documento cujas diretrizes irão garantir a democratização do acesso ao livro e à leitura. O plano gera possibilidades de investimento na cadeia do livro: Escritores, Ilustradores, Bibliotecas públicas, Comunitárias, Escolares, Bibliotecários, Mediadores de Leitura e demais atores.

No entanto, para alcançar esse objetivo foi necessário o polo mobilizar o Poder Público e a Sociedade Civil, promovendo diálogos através de Encontros, Seminários e outros espaços que tornam possíveis a construção de um país de leitores.

O trabalho com as comunidades conta com o apoio dos voluntários. A bibliotecária Socorro Sales destaca a necessidade de mediadores de leituras para as bibliotecas. “Além de ler com as crianças, os mediadores irão trabalhar na organização do acervo, realizar empréstimos, receber devoluções, pesquisa... Muitas vezes nós, que trabalhamos na biblioteca, temos a necessidade de resolver assuntos externos, mas, há dificuldade para sair. Nos faltam pessoas para cuidar e atender aos leitores”.

Com informações Agência da Boa Notícia

Repensando o tema "leitura" - Segue uma coletânea de pensamentos e frases célebres, com imagens para você apreciar:




"De livro em livro viajo o mundo com parada obrigatória em todas as dimensões existentes no universo" (Isa Colli).




“O livro não é apenas um espelho que reproduz nossas ideias, é algo que instigue e estimula o pensar”.