sábado, 17 de junho de 2017

ALPB reconhece Rádio Tabajara como Patrimônio Cultural da Paraíba

Foto: Roberto Guedes
Reconhecimento, honraria, merecimento, aplausos…

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta segunda-feira (12), uma Sessão Especial em homenagem aos 124 anos do Jornal A União e aos 80 anos da Rádio Tabajara.

Na oportunidade a Casa Legislativa reconheceu a Rádio Tabajara como Patrimônio Cultural da Paraíba.

Durante a solenidade, o momento mais esperado, o lançamento do livro do jornalista Josélio Carneiro. A obra reúne 70 depoimentos e uma história contada por meio de 140 fotografias, dos anos 1930 aos dias atuais.

A Sessão foi proposta pelo deputado Hervázio Bezerra e contou com a presença de profissionais de imprensa, auxiliares do Governo do Estado e representantes de entidades de classe.


Hervázio Bezerra e Duda Santos. Foto: Roberto Guedes
A superintendente da Rádio Tabajara, Duda Santos, enfatizou: “Os paraibanos tiveram a oportunidade de ouvir a narração de grandes jogos da Copa do Mundo, grandes programas de auditório, acontecimentos relevantes. O grande desafio é avançar preservando essa história, que deixa a todos nós muito orgulhosos”.

Murilo Padilha, diretor-administrativo de A União, ressaltou: “Somos um dos poucos jornais oficiais em circulação no Brasil, com 124 anos de história contada com muita ética, muito respeito ao leitor”.

O presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), João Pinto, notabilizou a importância de A União e da Rádio Tabajara para o estado da Paraíba. “São dois veículos com relevantes serviços prestados à sociedade paraibana ao longo desses anos, informando com ética e responsabilidade”.

                                      Jornal a União



O único jornal oficial que ainda existe no país. Foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1983 pelo presidente da Província, Álvaro Machado, o seu primeiro diretor foi o jornalista Tito Silva.

No início da sua fundação os escritórios e tipografia ficavam localizados na Rua Visconde de Pelotas, 49, esquina com a Rua Miguel Couto, no Centro da Cidade Alta.

O edifício foi demolido para alargar a via que dá acesso a Lagoa do Parque Sólon de Lucena.

O Jornal é exemplo de jornalismo em termos de informação ao leitor, ao longo dos anos vem marcando pelo diferencial da objetividade e qualidade.

A União segue exercendo sua missão histórica. O jornal oficial nada fica a dever aos concorrentes do setor privado, em termos de informação ao leitor.


                            Rádio Tabajara da Paraíba

Foto: Reprodução
Uma das emissoras mais antigas do Brasil. Foi fundada como um órgão do Governo do Estado da Paraíba, pelo governador Argemiro de Figueiredo, na época chamava-se de Rádio Difusora da Paraíba PRI-4.

A Rádio Tabajara transmite nas frequências 110 kHz (AM) e 105,5 MHz (FM).

Na época de ouro do rádio, entre as décadas de 1940 a 1960, a Rádio Tabajara apresentava programas de auditório com artistas nacionais e internacionais.

A programação musical da emissora dá destaque a MPB e artistas da Paraíba.

Teatro Santa Rosa lotado em programa de Paschoal Carrilho. Livro Rádio Tabajara Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba. Foto: Reprodução

O livro: Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba

Josélio Carneiro apresentando o livo Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba. Foto: Roberto Guedes
A obra de autoria do jornalista Josélio Carneiro, reúne, 70 depoimentos de Ivan Bezerra, Jadir Camargo, Airton José, Ana Paula, Carlos Antonio, maestro Severino Araújo, cantores Ruy de Assis e Jaime Tavares, compositor Zé Pequeno, locutores Spencer Hartmann, Ruy Lemos, Walter Lins, Geraldo Cavalcante, Humberto Lucena, Sérgio de Andrade, Odonildo Dantas, Josy Gomes, Josy Aquino, Gilberto Martins, Márcia Cabral, além dos jornalistas e ex-diretores Deodato Borges, Petrônio Souto, Paulo Santos, Adalberto Barreto, Antonio Barreto Neto, Biu Ramos, Gilvan de Brito, Gilson Souto Maior, Wellington Farias, Germano Barbosa, Ulisses Barbosa, Glaucia Magalhães, Juarez Diniz, Lúcia Figueiredo, Lenilson Guedes, José Octávio de Arruda Mello, além de entrevista com a diretora presidente da Rádio Tabajara S.A. Maria Eduarda Santos.

Livro Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba. Foto: Roberto Guedes
O livro Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba foi prefaciado pelo jornalista e radialista Nakamura Black.

“Apesar de todas as dificuldades em seus 80 anos de atuação, a emissora, segundo Genésio de Sousa Neto, seu diretor entre 2000/2002, ‘conseguiu resistir ao tempo e hoje ultrapassa a fronteira do século…’ e se consolida como uma notável rádio-escola, celeiro de muitos talentos”. (Trecho/Prefácio/Nakamura Black/Pág.10)


Alguns depoimentos citados no livro:

"Portanto, que a Tabajara possa ter mais 80 anos, mais 160 anos, sendo moderna, agregadora de valores e sendo principalmente a rádio de todos os paraibanos como efetivamente ela é.” (Governador Ricardo Coutinho) Foto: Reprodução

“A Rádio Tabajara foi uma escola na minha vida. Foi através do microfone da Tabajara que, com muita dignidade, constitui minha família.” (Locutora Ana Paula) Foto: Reprodução

“Você imaginar que a Rádio Tabajara esteve e está entre as 100 primeiras instaladas e em funcionamento no Brasil inteiro, até os dias de hoje, com a sua pujança, sua força, valorizando, defendendo a cultura paraibana, e sobretudo representando um pouco da voz, do sentimento e da produção artística, cultural, esportiva desse nosso estado. Isso é motivo de satisfação, de grande orgulho.” (Secretário de Comunicação Institucional, Luis Torres) Foto: Reprodução
“A Tabajara foi régua e compasso de tudo de bom que aprendi a fazer na vida. – No desenho, como na vida, sem régua e sem compasso, nada feito.” (Ipojuca Pontes) Foto: Reprodução


"A Rádio Tabajara chegou a ser ouvida em quase todo o país através das ondas tropicais.” (Locutor Geraldo Cavalcante) Foto: Reprodução


“Olha a hora: 13h13. Hoje dia 13. Você está ligado no Show das 13. O Programa das 13 letras, na emissora das 13 letras, com o locutor das 13 letras – que dá sorte com 13.” (Locutor Carlos Antonio) Foto: Reprodução

“Certa vez, no Sertão, em pleno sol do meio dia, o governador Wilson Braga pediu para soprar no ouvido do prefeito informando-o que ele devia encerrar o discurso. O perfeito saiu com essa no microfone: tem um puxa-saco do governo pedindo para eu encerrar as minhas palavras. Vou encerrar, mais gostaria de dizer ao governador que o castigo do sol quente eu também estou levando.” (Clodoaldo Oliveira) com Marcelo Xavier. Foto: Reprodução


“Há. Tabajara! Costumo dizer que a Rádio Tabajara meu deu régua e compasso. Foi escola de ética e onde tive a oportunidade de desenvolver a função social do jornalismo sério, comprometido com a informação de utilidade pública, fugindo do sensacionalismo.” (Lúcia Figueiredo) Foto: Reprodução

“Eu imitava os locutores fingindo estar num estúdio de rádio no quintal da minha casa, junto a um falso microfone e um emaranhado de fios.” (Locutor de Por Falar em Saudade – Spencer Hartmann) Foto: Reprodução

“Credito à Tabajara a minha formação de radialista. Com passagens marcantes por outros prefixos, fiz da Tabajara a minha casa, mesmo estando fora dela. Na verdade nunca me senti ‘fora de casa’, porque a Tabajara nunca saiu de mim, nessa simbiose de cumplicidade em afetos e respeitos, múltiplos e mútuos.” (Germano Barbosa) Foto: Reprodução

“A Rádio Tabajara tem esse trinômio música, esporte e notícia preservado desde a inauguração em 1937 pelo governador Argemiro de Figueiredo.” (Jadir Camargo)

“A Rádio Tabajara da Paraíba foi um sonho meu de menina que foi realizado. Um amor à primeira vista daqueles que não tem fim. Abdiquei de ser repórter de TV, para realizar este sonho de vir para a capital trabalhar na emissora. Durante todos estes anos, entrou governador e saiu governador e eu continuei fazendo parte da equipe da Tabajara, com dedicação exclusiva.” (Josy Gomes, trabalhou na emissora, de dezembro de 1992 a fevereiro de 2008) Foto: Arquivo Pessoal

Parabéns, minha querida PRI-4 Rádio Tabajara da Paraíba, sedutora ‘coroa’ octogenária do meu coração…” (Carlos Pereira) Foto: Reprodução

“Sou grato a Deus por ter trilhado esse caminho na radiofonia paraibana deixando para a história, esses relatos de tanta gente que fez e faz a rádio pioneira da Paraíba.” (Josélio Carneiro, autor do livro Rádio Tabajara – Patrimônio Cultural do Estado da Paraíba) Foto: Roberto Guedes

sábado, 3 de junho de 2017

Pesquisadores brasileiros desenvolveram cadeira de rodas guiada por expressões faciais

Foto: Reprodução
A pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto que teve origem em maio de 2016, foi apresentado em fevereiro, pela startup brasileira Hoo.Box, no Campus Party 2017.

A cadeira de rodas pode ser controlada por pequenos movimentos da face, da cabeça ou da íris.

Paulo Pinheiros, CEO da Hoo.Box, explicou que o sistema funciona por meio de um kit batizado de Wheelie 7. O software é capaz de identificar as expressões faciais e transformá-las em impulsos elétricos que levam à movimentação da cadeira. “O interessante é que o Wheelie pode ser instalado em cadeira de rodas motorizadas comuns, vendidas no mercado. Não precisa ser acoplado a um equipamento especial”.


Foto: Reprodução
O equipamento é considerado experimental e de alto custo. Porém, o projeto de pesquisa tem como objetivo adaptar a tecnologia para torná-la mais acessível e colocá-la no mercado brasileiro dentro de dois anos.

Segundo o professor Eleri Cardozo, a tecnologia poderá beneficiar pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral, portadores de esclerose lateral amiotrófica ou outras condições de saúde que impedem o movimento preciso das mãos.

O grupo do projeto adquiriu uma cadeira motorizada convencional, retirou o joystick e a equipou com diversos dispositivos normalmente encontrados em robôs, como sensores capazes de medir a distância de paredes e de outros objetos ou detectar diferenças de profundidade no piso.


Foto: Reprodução
O protótipo também foi equipado com um notebook que envia os comandos diretamente para a cadeira e com uma câmera 3D, que permite interagir com o computador por meio de expressões faciais ou movimentos corporais. A cadeira tem ainda uma antena wifi que permite a um cuidador dirigir o equipamento remotamente, pela internet.

O pesquisador Eleri Cardozo apontou: “A câmera identifica mais de 70 pontos da face – em torno da boca, do nariz e dos olhos – e, a partir da movimentação desses pontos, é possível extrair comandos simples, como ir para frente, para trás, para a esquerda ou direita e, o mais importante parar”.


Foto: Reprodução
De acordo com as informações, o grupo também trabalha em uma tecnologia de BCI que permite extrair sinais diretamente do cérebro, por meio de eletrodos externos, e transformá-los em comandos. 

O equipamento, no entanto, ainda não está embarcado na cadeira robotizada, pensando justamente nos pacientes com quadros ainda mais graves, que impedem até mesmo a movimentação facial.

O projeto, que ainda é um protótipo, recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (a FAPESP) e já possui unidades comercializadas devido à alta demanda que a empresa recebeu. Cada kit custa 3 000 dólares ( cerca de 9 300 reais).





Cadeirantes aventureiros

Uma empresa americana, a Outrider EUA criou um modelo de veículo elétrico para possibilitar que pessoas em cadeiras de rodas façam trilhas de aventura.

Ideal tanto para o contexto rural quanto para o urbano, a Horizon Eletric Bike ajuda os aventureiros que encontrem problemas como a falta de acessibilidade.

Foto: Reprodução
A invenção pode ser comandada tanto pelos membros inferiores quanto pelos superiores, possibilitando que pessoas paraplégicas ou até tetraplégicas utilizem o veículo. 

O projeto foi acompanhado de perto por uma pessoa com deficiência física. Um dos co-fundadores da empresa criadora do produto, o Ph.D Christopher J. Wenner é tetraplégico e apaixonado por aventuras.

Com informações: Veja / Agência Fapesp / Notícias Uol / Catraca livre

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Noruega é o país mais feliz do mundo, diz Relatório Mundial da Felicidade

Foto: Reprodução
Em 2015, a ONU e os seus estados membros lançaram os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que buscam acabar a pobreza, reduzir as desigualdades e proteger o planeta. Segundo as Nações Unidas, esses são três aspectos que podem levar ao bem estar e a felicidade das nações.

Na sua edição de 2017, o World Happiness – Relatório Mundial da Felicidade, que compreende o período entre os anos de 2014 a 2016, divulgou através da ONU, no dia da felicidade (20/03), que a Noruega é o país mais feliz do mundo. Em seguida, Islândia, Suíça e Finlândia que completam a lista das nações mais felizes do mundo.

A Europa Ocidental e a América do Norte dominam o topo do ranking, com os Estados Unidos e o Reino Unido nas 14ª e 19ª posições, na devida ordem.

Foto: Reprodução
O Brasil está no 22º lugar entre 155 países. É a segunda queda consecutiva do país.

Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o Brasil já havia caído do 16º para o 17º lugar.

A pesquisa foi realizada através de uma pergunta bastante simples e subjetiva e que foi feita a mais de 1 mil pessoas todos os anos em mais de 150 países:

“Imagine uma escada, com degraus numerados de zero na base e dez no topo. O topo da escada representa a melhor vida possível para você e a base da escada representa a pior vida possível para você. Em qual degrau você acredita que está?”.

No final o resultado médio é a nota do país, que, neste ano, variou de 7.54 (Noruega) a 2.69 (República Centro-Africana).

No entanto, o relatório também analisa as estatísticas para explicar por que um país é mais feliz do que o outro.

Entre os dados observados, estão o desempenho da economia (medido pelo PIB per capita), apoio social, expectativa de vida saudável, generosidade e exposição de corrupção, liberdade de fazer escolhas e apoio social, medido pela sensação de “ter alguém para contar em momentos de dificuldades”.

Cidade de Bergen, na Noruega, eleito o país mais feliz do mundo em 2017. Foto: VEJA/iStock
Ainda de acordo com o estudo, as nações menos felizes são Ruanda, Síria, Tanzânia e Burundi. A República Centro-Africana ocupa a lanterna.

Países na África Subsaariana e atingidos por conflitos tiveram notas previsivelmente mais baixas.

A Síria ficou no 152º lugar entre 155 países, e Iêmen e Sudão do Sul, que estão enfrentando fome iminente, estão nas 146ª e 147ª posições, respectivamente.

Países mais Felizes do mundo: Noruega; Dinamarca; Islândia; Suíça; Finlândia; Holanda, Canadá; Nova Zelândia; Austrália e Suécia.

Menos felizes: Iêmem; Sudão do Sul; Libéria; Guiné; Togo; Ruanda; Síria; Tanzânia; Burundi e República Centro-Africana.

A pergunta persiste: quem está feliz e quem não está?


Um rosto sorridente é visto em um girassol em um campo de girassol em Lawrence, Kansas, Estados Unidos. Foto: Charlie Riedel
O portal Socientifica publicou um artigo: Quem está feliz, quem não está? Noruega no topo da lista, Estados Unidos desce.

No texto adaptado do MedicalSpress, de Seth Borenstein, escritor de ciências e professor adjunto da Universidade de Nova Yorque, a frase:

“Se você quer ir para o seu lugar da felicidade, você precisa mais do que dinheiro. E um casaco de inverno — e senso de comunidade.

A publicação traz análise e comentários a respeito do Word Happiness Report 2017: “A Noruega é o país mais feliz da Terra, o povo dos Estados Unidos está ficando mais triste e que é preciso mais do apenas dinheiro para ser feliz”.

Jonh Helliwell o principal autor do estudo e economista da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá (ranqueado como o 7º país mais feliz do mundo), faz a pergunta crucial: “São as coisas humanas que importam. Se as riquezas tornam mais difíceis ter relações frequentes e confiáveis entras pessoas, vale a pena?”.

O pesquisador acrescenta com ênfase: “O lado material pode ser um obstáculo no caminho do lado humano”.


Foto: Reprodução
O artigo ainda destaca que o Brasil está muito bem colocado nesta lista, aparecendo em 22º lugar como o país mais feliz do mundo, à frente de países como Argentina (24º), México (25º), Uruguai (28º), França (31º), Tailândia (32º) e Espanha (34º). Mas está atrás de Nova Zelândia (8º), Costa Rica (12º), Áustria (13º) e Chile (20º).

Segundo a Revista Veja, a aparente felicidade brasileira não reflete no índice, que coloca o país logo após os Emirados Árabes e cinco posições abaixo em relação ao ranking de 2016″.

“O cenário não é dos piores: o Brasil está acima da Argentina (24), Uruguai (28), França (31) e Espanha (34). Os Estados Unidos, para muitos o país mais poderoso do globo, estão no 14º lugar da lista. De acordo com o relatório, a posição americana pode ser explicada pela corrupção e queda no apoio social, o que explica a boa colocação nórdica”. (VEJA 20/03/2017).

“A felicidade É fazer o que você ama. É mais importante do que os políticos pensam”, enfatizou o autor do estudo Jonh Helliwell.

Ele relatou que a nota da sua felicidade pessoal é 9, em uma escala que vai 1 a 10.

O cantor brasileiro Seu Jorge, no mínimo concorda com o investigador. E segue cantando FELICIDADE:






Estudar a felicidade pode configurar-se superficial, no entanto, acadêmicos sérios pedem mais pesquisas sobre o bem estar emocional das pessoas, especialmente nos Estados Unidos.

Em 2013, a Academia Nacional de Ciências divulgou um relatório trazendo recomendações que as pesquisas e estatísticas federais, que trazem assuntos como, renda, gastos, saúde e habitação, incluam questões complementares sobre felicidade, porque poderia levar a melhores políticas públicas que afetariam para melhor a vida das pessoas.

A Noruega subiu da quarta colocação para o topo da lista do relatório com uma combinação bem sucedida de economia, saúde e apuração de dados de pesquisas por economistas, que são calculado em média a cada três anos, de 2014 a 2016.

Foto: Reprodução
Meik Wiking, chefe do escritório executivo do Happiness Research Institute, em Copenhague, que não faz parte da entidade do estudo global que gerou o ranking mundial da felicidade, completa: “O que funciona nos países nórdicos é um senso de comunidade e entendimento do bem comum.

Com informações da BBC / Agencia Brasil / Veja / Exame/ Socientifica 

sábado, 6 de maio de 2017

Marta Gómez canta La Esperanza


Marta Gómez uma cantora e compositora colombiana reconhecida internacionalmente, define-se como cantautora.

Revestida com as armadilhas da nostalgia, canta à sua família, amantes e amigos, as noite caleñas que se vestem de amarelo, gatos Hernando Tejada e cores de Lucy, com quem compartilha a ternura de sua obras.

Durante uma estadia de dez anos nos Estados Unidos da América, onde estudou música no Berklee College of Boston, redescobriu o valor e o significado da música popular colombiana e latino-americana.

Foto: Reprodução
Na época, com um grupo de amigos de diferentes nacionalidades ela dedicou-se a combinar os diferentes ritmos: vallenato colombiano, celebrações, valsas peruanas e landau; carnavalito boliviano, sambas e milongas argentinas; chamamé e Uruguai candombe; música llanera venezuelano; caverna do Chile; rancheras, baladas e boleros, e até flamenco espanhol.
O objetivo era alcançar um estilo único. Entretanto, a sua música reflete todos esses ritmos.

A artista habita nas suas canções e poesias. Através das suas experiências aprendeu um segredo para ser feliz.
A essência do seu trabalho é marcado pelas seguintes palavras: onde quer que estejamos, viver o que vivemos, devemos cantar.

Site: http://martagomez.com/
Com informações: El País

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O encontro das águas do Velho Chico com o Açude de Boqueirão

Transposição do Rio São Francisco. Foto: Reprodução
Finalmente o Velho Chico teve o seu merecido encontro com a Bacia Hidráulica do Açude Epitácio Pessoa, o conhecido Açude de Boqueirão. As águas da transposição chegaram ao espelho d’água do açude por volta das 20h desta terça-feira (18).

O açude de Boqueirão estava com 2,9% de sua capacidade, o pior nível desde a sua fundação, no fim da década de 1950. A chegada das águas do Rio São Francisco trouxe a esperança da barragem sair do volume morto em até três meses. Além de abastecer o município de Boqueirão, o açude também abastece 1 milhão de habitantes da cidade de Campina Grande e outras 18 cidades da Paraíba.

O encontro das águas aconteceu após 41 dias da chegada das águas do “Velho Chico”, a cidade de Monteiro, na Paraíba. Ao entardecer era possível identificar a divisão da afluência das águas, de um lado, a água mais clara, e do outro, a água mais escura, que era justamente a água da transposição do Rio São Francisco.

Encontro das águas do Velho Chico à esquerda, com as águas do açude de Boqueirão, à direita. Foto: Artur Lira/G1)
Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), o Açude de Boqueirão tem capacidade para armazenar até 41.686.287 de m³ de água, mas está apenas com pouco mais de 11, 9 milhões, e para sair do volume morto, ele precisar ficar com o nível de água acima de 8,2%.

O pior índice registrado em uma crise hídrica anterior ocorreu no fim da década de 1990, quando o açude chegou à margem de 14% do volume total. Porém, nunca o açude havia chegado ao volume morto antes.

A torre construída para auxiliar no monitoramento do volume do açude estava completamente descoberta. Por outro lado, as duas comportas que captavam a água no fundo do açude por meio da gravidade já não tinham mais água no entorno.

Torre construída para calcular volume d’água do açude de Boqueirão. PB. Foto: Reprodução

Velho Chico: integração, vida e segurança hídrica

De acordo com o Portal Brasil, a integração do Rio São Francisco irá garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O empreendimento de 477 quilômetros de extensão está orçado em R$ 9,6 bilhões.

O projeto conta com 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, nove subestações de 230 Quilowatts, 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão e quatro túneis.

É composto por dois eixos de distribuição, Leste e Norte. As obras do Eixo Leste, que contempla Monteiro (PB) e Sertânia (PE), percorrem no total 168 municípios da Paraíba e de Pernambuco, garantindo abastecimento de água a 4,5 milhões de pessoas.

Canal da transposição desaguando no eixo leste da obra em Pernambuco. Foto: Reprodução

O Ministério da Integração Nacional ampliou em 23% o volume de repasses para as obras do Eixo Leste, o que assegurou a entrega dentro do prazo: as obras físicas, necessárias para a passagem da água, foram concluídas em dezembro de 2016.

Já o Eixo Norte apresenta 94,52% de avanço físico e deve ser concluído no segundo semestre deste ano. Com 260 quilômetros, o eixo beneficiará cidades nos quatro estados contemplados, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A previsão é de que a água chegue ao reservatório de Jati (CE) e à Região Metropolitana de Fortaleza ainda em 2017.


Os caminhos da transposição

Pequena quantidade d’água a passar no canal da transposição se confunde com a terra seca: Foto: Artur Lira.G1

A água da transposição do Rio São Francisco chegou à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viajou por 208 quilômetros até chegar a cidade paraibana. 

Captada pelo Rio São Francisco a água passa por seis estações elevatórias, cinco aquedutos, 23 segmentos de canais e ainda 12 reservatórios, que foram criados com o objetivo de beneficiar as comunidades onde foram construídos e também garantir que a água não pare de correr pelos canais, caso seja necessário fazer algum reparo no trecho. 

Alegria do jovem sertanejo no canal da transposição. Foto: Reprodução
Os 12 reservatórios são: Areais, Braúnas (o maior deles, com capacidade para mais de 14 milhões de metros cúbicos de água), Mandantes, Salgueiro (5,2 milhões de m³), Muquem, Cacimba Nova, Bagres, Copití, Moxotó, Barreiro, Campos (o segundo maior com 8 milhões de m³) e Barro Branco.

A passagem da água do Velho Chico pela Paraíba começa por Monteiro pelo Rio Paraíba, e através dele segue pelos açudes de São José I e Poções, ainda na cidade de Monteiro; pelo açude de Camalaú; pelo açude de Boqueirão; pelo açude de Acauã, em Itatuba; pelo açude de Araçagi e depois segue para um perímetro irrigado no município de Sapé.

Com a chegada das águas o Açude São José I sangrou. O açude Poções está com um volume de 6,6%, o açude de Camalaú está com 14,4%, o açude de Boqueirão está com 3%, o açude de Acauã está com 5,3% e o açude de Araçagi está com 71,3%.


Açude São José sangrou após fortes chuvas em Monteiro. Foto: Guga Leite

O Rio São Francisco não trouxe apenas esperança para o povo da Paraíba, por onde passa o Velho Chico deixa um rastro de ânimo e alegria, espalha gotas de fé e vida no Sertão. É o início de um novo tempo.

Deslumbramento do sertanejo com a chegada das águas do Velho Chico. Foto: Reprodução 
Água para quem tanto precisa… Esperança para seguir em frente…

Águas do Rio São Francisco chegando à bacia de Boqueirão.PB. Foto: Isnaldo Cândido.Arquivo pessoal

A terra seca foi inundada em poucos minutos…

Foto: Reprodução
O Velho Chico… Deu o ar de sua graça.

Foto: Reprodução
Finalmente as águas da transposição chegaram ao espelho d’água do açude.

Foto: Reprodução
Açude de Boqueirão, no ano de 2008, e antes da transposição do Rio São Francisco.

Foto: Damião Tomé.Aquivo Pessoal e Artur Lira.G1
Com informações: G1 / Jornal da Paraíba / Portal Brasil

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Como andar sem Poesia?


Foto: Reprodução
Emmanuel Marinho, nasceu em Dourados (MS). Poeta, ator e educador, considerado uma das maiores referências da cultura de Mato Grosso do Sul. 

Eu escolhi um dos seus poemas, por sinal, bem sugestivo, para abrir com chave de ouro a página Arte & Cultura.

                                           Boas Notícias

encher a casa de beleza
e de conhecimentos.

olhar a cor de um quadro 
aquela cor dizer alguma coisa. 

ler um bom filme, um livro 
e ser perturbado pelo belo. 

plantar uma horta 
sabendo que jardim faz bem. 

ter discernimento 
da água e do árido. 

ler numa avenida 
“gentileza gera gentileza.” 

poder rir com as coisas doces 
e doer com as amarguras. 

ler além das letras 
ver o avesso das palavras. 

ser com elas 
e com a música.


sábado, 1 de abril de 2017

Infraero estende horário de funcionamento do Aeroporto de Campina Grande

Foto: Reprodução/Fachada do Aeroporto Presidente João Suassuna/Campina Grande-PB
O Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, no agreste da Paraíba vai funcionar 24 horas por dia, a partir deste sábado (1). Até então o aeroporto funcionava entre 0h a 18h.

O objetivo é possibilitar o atendimento a possíveis demandas da aviação civil, seja de aeronaves da aviação regular ou de operações da aviação geral. 

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), este horário estendido poderá passar a ser opção para qualquer voo, inclusivamente, em casos de voos alternados, mudança de rota, atendendo a qualquer companhia aérea ou aviões executivos que tiverem necessidade de pousar.

Foto: Reprodução/Aeroporto Presidente João Suassuna/Campina Grande-PB










O aeroporto fica distante seis quilômetros do centro da cidade, seu acesso é através da Avenida Assis Chateaubriand.

Atende atualmente voos da Gol Linhas Inteligentes e Azul Linhas Aéreas Brasileiras. 

A Gol, opera dois voos, um com destino a São Paulo, com escala em Petrolina (PE), chegando às 2h10 e partindo às 2h55. O outro segue para o Rio de Janeiro (RJ), com uma escala em João Pessoa, chegando às 15h45, saindo às 16h25. 

A Azul opera para Recife, com chegada às 14h10, saindo às 15h37. 

Segundo informações da Infraero, em 2016, o Aeroporto Presidente João Suassuna, registrou 128.149 embarques e desembarques. Os números de pousos e decolagens chegaram a 3.405. 

Com informações G1/Paraíba todo dia/Infraero