quarta-feira, 10 de maio de 2017

Noruega é o país mais feliz do mundo, diz Relatório Mundial da Felicidade

Foto: Reprodução
Em 2015, a ONU e os seus estados membros lançaram os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que buscam acabar a pobreza, reduzir as desigualdades e proteger o planeta. Segundo as Nações Unidas, esses são três aspectos que podem levar ao bem estar e a felicidade das nações.

Na sua edição de 2017, o World Happiness – Relatório Mundial da Felicidade, que compreende o período entre os anos de 2014 a 2016, divulgou através da ONU, no dia da felicidade (20/03), que a Noruega é o país mais feliz do mundo. Em seguida, Islândia, Suíça e Finlândia que completam a lista das nações mais felizes do mundo.

A Europa Ocidental e a América do Norte dominam o topo do ranking, com os Estados Unidos e o Reino Unido nas 14ª e 19ª posições, na devida ordem.

Foto: Reprodução
O Brasil está no 22º lugar entre 155 países. É a segunda queda consecutiva do país.

Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o Brasil já havia caído do 16º para o 17º lugar.

A pesquisa foi realizada através de uma pergunta bastante simples e subjetiva e que foi feita a mais de 1 mil pessoas todos os anos em mais de 150 países:

“Imagine uma escada, com degraus numerados de zero na base e dez no topo. O topo da escada representa a melhor vida possível para você e a base da escada representa a pior vida possível para você. Em qual degrau você acredita que está?”.

No final o resultado médio é a nota do país, que, neste ano, variou de 7.54 (Noruega) a 2.69 (República Centro-Africana).

No entanto, o relatório também analisa as estatísticas para explicar por que um país é mais feliz do que o outro.

Entre os dados observados, estão o desempenho da economia (medido pelo PIB per capita), apoio social, expectativa de vida saudável, generosidade e exposição de corrupção, liberdade de fazer escolhas e apoio social, medido pela sensação de “ter alguém para contar em momentos de dificuldades”.

Cidade de Bergen, na Noruega, eleito o país mais feliz do mundo em 2017. Foto: VEJA/iStock
Ainda de acordo com o estudo, as nações menos felizes são Ruanda, Síria, Tanzânia e Burundi. A República Centro-Africana ocupa a lanterna.

Países na África Subsaariana e atingidos por conflitos tiveram notas previsivelmente mais baixas.

A Síria ficou no 152º lugar entre 155 países, e Iêmen e Sudão do Sul, que estão enfrentando fome iminente, estão nas 146ª e 147ª posições, respectivamente.

Países mais Felizes do mundo: Noruega; Dinamarca; Islândia; Suíça; Finlândia; Holanda, Canadá; Nova Zelândia; Austrália e Suécia.

Menos felizes: Iêmem; Sudão do Sul; Libéria; Guiné; Togo; Ruanda; Síria; Tanzânia; Burundi e República Centro-Africana.

A pergunta persiste: quem está feliz e quem não está?


Um rosto sorridente é visto em um girassol em um campo de girassol em Lawrence, Kansas, Estados Unidos. Foto: Charlie Riedel
O portal Socientifica publicou um artigo: Quem está feliz, quem não está? Noruega no topo da lista, Estados Unidos desce.

No texto adaptado do MedicalSpress, de Seth Borenstein, escritor de ciências e professor adjunto da Universidade de Nova Yorque, a frase:

“Se você quer ir para o seu lugar da felicidade, você precisa mais do que dinheiro. E um casaco de inverno — e senso de comunidade.

A publicação traz análise e comentários a respeito do Word Happiness Report 2017: “A Noruega é o país mais feliz da Terra, o povo dos Estados Unidos está ficando mais triste e que é preciso mais do apenas dinheiro para ser feliz”.

Jonh Helliwell o principal autor do estudo e economista da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá (ranqueado como o 7º país mais feliz do mundo), faz a pergunta crucial: “São as coisas humanas que importam. Se as riquezas tornam mais difíceis ter relações frequentes e confiáveis entras pessoas, vale a pena?”.

O pesquisador acrescenta com ênfase: “O lado material pode ser um obstáculo no caminho do lado humano”.


Foto: Reprodução
O artigo ainda destaca que o Brasil está muito bem colocado nesta lista, aparecendo em 22º lugar como o país mais feliz do mundo, à frente de países como Argentina (24º), México (25º), Uruguai (28º), França (31º), Tailândia (32º) e Espanha (34º). Mas está atrás de Nova Zelândia (8º), Costa Rica (12º), Áustria (13º) e Chile (20º).

Segundo a Revista Veja, a aparente felicidade brasileira não reflete no índice, que coloca o país logo após os Emirados Árabes e cinco posições abaixo em relação ao ranking de 2016″.

“O cenário não é dos piores: o Brasil está acima da Argentina (24), Uruguai (28), França (31) e Espanha (34). Os Estados Unidos, para muitos o país mais poderoso do globo, estão no 14º lugar da lista. De acordo com o relatório, a posição americana pode ser explicada pela corrupção e queda no apoio social, o que explica a boa colocação nórdica”. (VEJA 20/03/2017).

“A felicidade É fazer o que você ama. É mais importante do que os políticos pensam”, enfatizou o autor do estudo Jonh Helliwell.

Ele relatou que a nota da sua felicidade pessoal é 9, em uma escala que vai 1 a 10.

O cantor brasileiro Seu Jorge, no mínimo concorda com o investigador. E segue cantando FELICIDADE:






Estudar a felicidade pode configurar-se superficial, no entanto, acadêmicos sérios pedem mais pesquisas sobre o bem estar emocional das pessoas, especialmente nos Estados Unidos.

Em 2013, a Academia Nacional de Ciências divulgou um relatório trazendo recomendações que as pesquisas e estatísticas federais, que trazem assuntos como, renda, gastos, saúde e habitação, incluam questões complementares sobre felicidade, porque poderia levar a melhores políticas públicas que afetariam para melhor a vida das pessoas.

A Noruega subiu da quarta colocação para o topo da lista do relatório com uma combinação bem sucedida de economia, saúde e apuração de dados de pesquisas por economistas, que são calculado em média a cada três anos, de 2014 a 2016.

Foto: Reprodução
Meik Wiking, chefe do escritório executivo do Happiness Research Institute, em Copenhague, que não faz parte da entidade do estudo global que gerou o ranking mundial da felicidade, completa: “O que funciona nos países nórdicos é um senso de comunidade e entendimento do bem comum.

Com informações da BBC / Agencia Brasil / Veja / Exame/ Socientifica 

sábado, 6 de maio de 2017

Marta Gómez canta La Esperanza


Marta Gómez uma cantora e compositora colombiana reconhecida internacionalmente, define-se como cantautora.

Revestida com as armadilhas da nostalgia, canta à sua família, amantes e amigos, as noite caleñas que se vestem de amarelo, gatos Hernando Tejada e cores de Lucy, com quem compartilha a ternura de sua obras.

Durante uma estadia de dez anos nos Estados Unidos da América, onde estudou música no Berklee College of Boston, redescobriu o valor e o significado da música popular colombiana e latino-americana.

Foto: Reprodução
Na época, com um grupo de amigos de diferentes nacionalidades ela dedicou-se a combinar os diferentes ritmos: vallenato colombiano, celebrações, valsas peruanas e landau; carnavalito boliviano, sambas e milongas argentinas; chamamé e Uruguai candombe; música llanera venezuelano; caverna do Chile; rancheras, baladas e boleros, e até flamenco espanhol.
O objetivo era alcançar um estilo único. Entretanto, a sua música reflete todos esses ritmos.

A artista habita nas suas canções e poesias. Através das suas experiências aprendeu um segredo para ser feliz.
A essência do seu trabalho é marcado pelas seguintes palavras: onde quer que estejamos, viver o que vivemos, devemos cantar.

Site: http://martagomez.com/
Com informações: El País

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O encontro das águas do Velho Chico com o Açude de Boqueirão

Transposição do Rio São Francisco. Foto: Reprodução
Finalmente o Velho Chico teve o seu merecido encontro com a Bacia Hidráulica do Açude Epitácio Pessoa, o conhecido Açude de Boqueirão. As águas da transposição chegaram ao espelho d’água do açude por volta das 20h desta terça-feira (18).

O açude de Boqueirão estava com 2,9% de sua capacidade, o pior nível desde a sua fundação, no fim da década de 1950. A chegada das águas do Rio São Francisco trouxe a esperança da barragem sair do volume morto em até três meses. Além de abastecer o município de Boqueirão, o açude também abastece 1 milhão de habitantes da cidade de Campina Grande e outras 18 cidades da Paraíba.

O encontro das águas aconteceu após 41 dias da chegada das águas do “Velho Chico”, a cidade de Monteiro, na Paraíba. Ao entardecer era possível identificar a divisão da afluência das águas, de um lado, a água mais clara, e do outro, a água mais escura, que era justamente a água da transposição do Rio São Francisco.

Encontro das águas do Velho Chico à esquerda, com as águas do açude de Boqueirão, à direita. Foto: Artur Lira/G1)
Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), o Açude de Boqueirão tem capacidade para armazenar até 41.686.287 de m³ de água, mas está apenas com pouco mais de 11, 9 milhões, e para sair do volume morto, ele precisar ficar com o nível de água acima de 8,2%.

O pior índice registrado em uma crise hídrica anterior ocorreu no fim da década de 1990, quando o açude chegou à margem de 14% do volume total. Porém, nunca o açude havia chegado ao volume morto antes.

A torre construída para auxiliar no monitoramento do volume do açude estava completamente descoberta. Por outro lado, as duas comportas que captavam a água no fundo do açude por meio da gravidade já não tinham mais água no entorno.

Torre construída para calcular volume d’água do açude de Boqueirão. PB. Foto: Reprodução

Velho Chico: integração, vida e segurança hídrica

De acordo com o Portal Brasil, a integração do Rio São Francisco irá garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O empreendimento de 477 quilômetros de extensão está orçado em R$ 9,6 bilhões.

O projeto conta com 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, nove subestações de 230 Quilowatts, 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão e quatro túneis.

É composto por dois eixos de distribuição, Leste e Norte. As obras do Eixo Leste, que contempla Monteiro (PB) e Sertânia (PE), percorrem no total 168 municípios da Paraíba e de Pernambuco, garantindo abastecimento de água a 4,5 milhões de pessoas.

Canal da transposição desaguando no eixo leste da obra em Pernambuco. Foto: Reprodução

O Ministério da Integração Nacional ampliou em 23% o volume de repasses para as obras do Eixo Leste, o que assegurou a entrega dentro do prazo: as obras físicas, necessárias para a passagem da água, foram concluídas em dezembro de 2016.

Já o Eixo Norte apresenta 94,52% de avanço físico e deve ser concluído no segundo semestre deste ano. Com 260 quilômetros, o eixo beneficiará cidades nos quatro estados contemplados, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A previsão é de que a água chegue ao reservatório de Jati (CE) e à Região Metropolitana de Fortaleza ainda em 2017.


Os caminhos da transposição

Pequena quantidade d’água a passar no canal da transposição se confunde com a terra seca: Foto: Artur Lira.G1

A água da transposição do Rio São Francisco chegou à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viajou por 208 quilômetros até chegar a cidade paraibana. 

Captada pelo Rio São Francisco a água passa por seis estações elevatórias, cinco aquedutos, 23 segmentos de canais e ainda 12 reservatórios, que foram criados com o objetivo de beneficiar as comunidades onde foram construídos e também garantir que a água não pare de correr pelos canais, caso seja necessário fazer algum reparo no trecho. 

Alegria do jovem sertanejo no canal da transposição. Foto: Reprodução
Os 12 reservatórios são: Areais, Braúnas (o maior deles, com capacidade para mais de 14 milhões de metros cúbicos de água), Mandantes, Salgueiro (5,2 milhões de m³), Muquem, Cacimba Nova, Bagres, Copití, Moxotó, Barreiro, Campos (o segundo maior com 8 milhões de m³) e Barro Branco.

A passagem da água do Velho Chico pela Paraíba começa por Monteiro pelo Rio Paraíba, e através dele segue pelos açudes de São José I e Poções, ainda na cidade de Monteiro; pelo açude de Camalaú; pelo açude de Boqueirão; pelo açude de Acauã, em Itatuba; pelo açude de Araçagi e depois segue para um perímetro irrigado no município de Sapé.

Com a chegada das águas o Açude São José I sangrou. O açude Poções está com um volume de 6,6%, o açude de Camalaú está com 14,4%, o açude de Boqueirão está com 3%, o açude de Acauã está com 5,3% e o açude de Araçagi está com 71,3%.


Açude São José sangrou após fortes chuvas em Monteiro. Foto: Guga Leite

O Rio São Francisco não trouxe apenas esperança para o povo da Paraíba, por onde passa o Velho Chico deixa um rastro de ânimo e alegria, espalha gotas de fé e vida no Sertão. É o início de um novo tempo.

Deslumbramento do sertanejo com a chegada das águas do Velho Chico. Foto: Reprodução 
Água para quem tanto precisa… Esperança para seguir em frente…

Águas do Rio São Francisco chegando à bacia de Boqueirão.PB. Foto: Isnaldo Cândido.Arquivo pessoal

A terra seca foi inundada em poucos minutos…

Foto: Reprodução
O Velho Chico… Deu o ar de sua graça.

Foto: Reprodução
Finalmente as águas da transposição chegaram ao espelho d’água do açude.

Foto: Reprodução
Açude de Boqueirão, no ano de 2008, e antes da transposição do Rio São Francisco.

Foto: Damião Tomé.Aquivo Pessoal e Artur Lira.G1
Com informações: G1 / Jornal da Paraíba / Portal Brasil

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Como andar sem Poesia?


Foto: Reprodução
Emmanuel Marinho, nasceu em Dourados (MS). Poeta, ator e educador, considerado uma das maiores referências da cultura de Mato Grosso do Sul. 

Eu escolhi um dos seus poemas, por sinal, bem sugestivo, para abrir com chave de ouro a página Arte & Cultura.

                                           Boas Notícias

encher a casa de beleza
e de conhecimentos.

olhar a cor de um quadro 
aquela cor dizer alguma coisa. 

ler um bom filme, um livro 
e ser perturbado pelo belo. 

plantar uma horta 
sabendo que jardim faz bem. 

ter discernimento 
da água e do árido. 

ler numa avenida 
“gentileza gera gentileza.” 

poder rir com as coisas doces 
e doer com as amarguras. 

ler além das letras 
ver o avesso das palavras. 

ser com elas 
e com a música.


sábado, 1 de abril de 2017

Infraero estende horário de funcionamento do Aeroporto de Campina Grande

Foto: Reprodução/Fachada do Aeroporto Presidente João Suassuna/Campina Grande-PB
O Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, no agreste da Paraíba vai funcionar 24 horas por dia, a partir deste sábado (1). Até então o aeroporto funcionava entre 0h a 18h.

O objetivo é possibilitar o atendimento a possíveis demandas da aviação civil, seja de aeronaves da aviação regular ou de operações da aviação geral. 

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), este horário estendido poderá passar a ser opção para qualquer voo, inclusivamente, em casos de voos alternados, mudança de rota, atendendo a qualquer companhia aérea ou aviões executivos que tiverem necessidade de pousar.

Foto: Reprodução/Aeroporto Presidente João Suassuna/Campina Grande-PB










O aeroporto fica distante seis quilômetros do centro da cidade, seu acesso é através da Avenida Assis Chateaubriand.

Atende atualmente voos da Gol Linhas Inteligentes e Azul Linhas Aéreas Brasileiras. 

A Gol, opera dois voos, um com destino a São Paulo, com escala em Petrolina (PE), chegando às 2h10 e partindo às 2h55. O outro segue para o Rio de Janeiro (RJ), com uma escala em João Pessoa, chegando às 15h45, saindo às 16h25. 

A Azul opera para Recife, com chegada às 14h10, saindo às 15h37. 

Segundo informações da Infraero, em 2016, o Aeroporto Presidente João Suassuna, registrou 128.149 embarques e desembarques. Os números de pousos e decolagens chegaram a 3.405. 

Com informações G1/Paraíba todo dia/Infraero

sábado, 25 de março de 2017

Bióloga brasileira premiada entre as 15 melhores cientistas do mundo


Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
Fernanda de Pinho Werneck, 35 anos, bióloga de Brasília (DF), ganhou um prêmio científico da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A cientista brasileira foi premiada no dia 21 de março, em Paris, ao subir no palco do Hotel Pullman, declarou: Precisamos repensar os nossos hábitos se quisermos deter o avanço do aquecimento global", um apelo que ela repete sempre.

Goiana, cresceu em Brasília, considerada uma das melhores 15 cientistas do mundo e acaba de entrar para o Hall Internacional da Ciência. Integra este ano a edição da “Rising Talents”, um programa criado pela L’Oreal-Unesco para a promoção e incentivo do papel das mulheres na ciência.

A pesquisadora realiza estudos sobre as mudanças climáticas e os riscos de extinção e o potencial futuro de diferentes espécies e populações, trabalha com a biodiversidade de anfíbios e répteis, investiga os possíveis efeitos do aquecimento global, e verifica como a temperatura afeta os maiores ecossistemas da América do Sul, que são a Floresta Amazônica e o Cerrado, e a zona de transição entre eles, o chamado ecótono.

“Os animais dessa região dependem muito da temperatura ambiental para regular a temperatura do corpo e são mais suscetíveis às mudanças”, afirma Fernanda.

Em entrevista à RFI Brasil, Fernanda Werneck reflete: “Tentamos entender a diversidade genética dessas populações usando tecnologias de sequenciamento ultramodernas, que tem um alto custo laboratorial”.

Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
A cientista brasileira comemorou o prêmio recebido. “Não é todo dia que temos a oportunidade de divulgar nosso trabalho, seus resultados e a importância desse tipo de pesquisa de base que nos permite entender nossas espécies para poder justamente preservá-las”, salienta. 

Fernanda também falou sobre o aumento do número de mulheres brasileiras na ciência: “Os resultados foram bem surpreendentes, já que indicam que o Brasil foi um dos países que mais avançou. Atualmente, 50% dos trabalhos científicos são de autoria feminina. Mas muito embora exista um certo avanço nesse sentido, sabemos que progressos podem ser facilmente revertidos”, alerta a pesquisadora.

Na oportunidade Fernanda incentivou as mulheres que pretendem seguir o mesmo caminho que ela: “Não desista, continue, por mais que o caminho possa vir a ser turbulento em alguns momentos. Não importa a região, a classe social, ou o gênero. O que nós precisamos é dos melhores cérebros”.


Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
De acordo com os dados mundiais revelados pela consultoria Boston Consulting Group, uma menina que se forma no ensino médio tem, em média, 35% de probabilidade de seguir uma graduação em área científica, 18% de chance de se formar, 8% de fazer um mestrado e 2% de se tornar uma doutora em ciência. Para os homens, estes números são respectivamente 77%, 37%, 19% e 6%. 

No Brasil, a bióloga Fernanda Werneck, de 35 anos, conseguiu superar as estatísticas e teve sua trajetória profissional reconhecida por um prêmio internacional para mulheres cientistas.

A investigadora enfatiza: “Os resultados foram bem surpreendentes, já que indicam que o Brasil foi um dos países que mais avançou. Atualmente, 50% dos trabalhos científicos são de autoria feminina. Mas muito embora exista um certo avanço nesse sentido, sabemos que progressos podem ser facilmente revertidos”.

“A carreira científica não é fácil. Exige muitas horas, muitas viagens. Muitas vezes não conseguimos acomodar com uma rotina”. (O Globo)

Foto: Reprodução/Fernanda Werneck
“Mulheres na ciência tem o poder de mudar o mundo”.

O International Rising Talents tem por objetivo impulsionar o percurso de excelência de jovens e promissoras cientistas até se tornarem pesquisadoras internacionalmente reconhecidas. 

Essa premiação é concedida a 15 jovens cientistas por ano, três de cada região do mundo: África e Estados Árabes, Ásia e Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte. 

O prêmio fá foi recebido por duas brasileiras: a farmacêutica Carolina Horta em 2015, e a professora Elisa Orth (Ciências Química), em 2016, ambas, assim como Fernanda, também vencedoras do “Para Mulheres na Ciência”. 

Para conquistar esta premiação, o primeiro passo é inscrever-se no “Para Mulheres na Ciência”, as inscrições estão abertas para a sua 12ª edição. No Brasil também conta com a parceria da Academia Brasileira de Ciências. Todo ano, sete pesquisas são premiadas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada.

*Para inscrever-se no projeto é só acessar:
http://www.paramulheresnaciencia.com.br

Fernanda Werneck fala sobre o seu trabalho e premiação - Vencedora do prêmio Para Mulheres na Ciência no ano de 2016,  Confira o vídeo:



Com informações O Globo/ RFI Brasil/ SóNotíciaBoa/Academia Brasileira de Ciências/Loreal.com.br/Revista Amazônia/For Women in Science/

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ice Memory: Unesco inicia resgate do gelo da terra

Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
Um grupo de cientistas apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU), lançou esta semana em Paris, um projeto intrépido para salvar a memória das geleiras de montanhas do mundo inteiro. 

O projeto Ice Memory irá acontecer em junho, no Monte Illimani, nos arredores de La Paz, Bolívia. Cientistas brasileiros também vão está envolvidos na iniciativa.

Os investigadores subirão os glaciares mais fragilizados e propensos ao aquecimento global, como os dos Alpes e dos Andes tropicais, cerca de 6 mil metros de altitude, carregando penosamente nas costas, as partes de uma broca elétrica, que será usada para perfurar os 140 metros de espessura do gelo e coletar dois cilindros de 10 centímetros de diâmetro.

O sacrifício é compensado pelo baú de tesouros de informações que o gelo glacial traz em si: os cilindros, conhecidos como testemunhos de gelo, guardam o registro preciso de como era o clima da terra no passado.

                                   Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia

Uma das partes coletadas será enviada para a Antártida, para ser conservada a 54ºC, na Estação Polar Ítalo Francesa Concórdia. A outra será analisada quimicamente no Brasil, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em outras instituições da França, Rússia e dos Estados Unidos da América (EUA).

O trabalho implica em riscos, não só pelas dificuldades da ascensão com o equipamento, pois não é possível chegar a alto do Illimani de helicóptero, devido as condições de trabalho em alta montanha, onde os cientistas passaram mal devido à altitude em uma expedição da UFRGS, no ano de 1999.

Foto: Reprodução/Monte Chacaltaya/Vista lá de cima/Cordilheira La Paz/Bolívia
Através dos estudos é possível perceber qual a composição da atmosfera séculos e milênios atrás, com precisão anual, afinal uma geleira é formada pela lenta disposição e compactação de camadas de neve do inverno. 

As geleiras de montanha guardam dados preciosos sobre a variação do clima local. Exemplificando as montanhas da Bolívia, todo o histórico de grandes queimadas na Amazônia nos últimos 18 mil anos está preservado no gelo. Porém o aquecimento global está erodindo essa memória.

Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
De acordo com o glaciologista Jefferson Simões, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, um dos líderes do projeto. O derretimento causa amnésia nas geleiras: a água da superfície penetra até camadas de gelo mais no fundo, bagunçando a ordem cronológica perfeita de camadas de neve, eliminando as bolhas de ar que aprisionam a atmosfera do passado tornando o gelo imprestável para análises. 

Ele acrescentou: “Estamos perdendo esses registros. Algumas geleiras estão ficando inutilizadas para a ciência. Essas são as sortudas. As azaradas estão simplesmente desaparecendo ou já desapareceram, como a do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, e a do monte Chacaltaya, vizinho do Illimani".

Jefferson Simões é o primeiro brasileiro a especializar-se em glaciologia, a ciência do gelo em todas as suas formas e seu papel no sistema ambiental.

Foto: Reprodução/ Prof. Jefferson Simões



O ano passado O Ice Memory já havia coletado, testemunhos da geleira Col du Dôme, no Mont Blanc, ponto culminante da Europa. Em 2020, será construída a caverna artificial para abrigar as amostras de todo o projeto, que conta com equipes de 11 países (França, Suíça, Itália, Brasil, Suécia, Japão, Bolívia, EUA, Rússia, Alemanha e China). Será o primeiro santuário de amostras de gelo do mundo, numa região, o leste antártico, que por enquanto está a salvo dos impactos da mudança do clima.

Esta é a segunda iniciativa global para construir uma espécie de Arca de Noé nas regiões polares. Na década passada, a ilha de Spitsbergen, no Ártico norueguês, recebeu o Cofre Global de Sementes onde cultivares do mundo inteiro vêm sendo mantidas a -18ºC de forma a permitir o retorno da agricultura no planeta em caso de uma catástrofe.

Foto: Reprodução: Cofre Global de Sementes/Ártico norueguês
Foto: Reprodução/ Monte Illimani/La Paz/Bolívia
Com informações: Conexão Planeta/Observatório do Clima/Planeta sustentável

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Projeto Lata 65 - Uma iniciativa portuguesa que transforma idosos em grafiteiros


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa
Os idosos que antes acostumados a fazer a arte milenar do crochê ou tricô, conversando e vendo televisão bem acomodados, agora estão praticando uma arte bem movimentada, a “ street art” ou  “grafite”.

Tudo começou com o Projeto Lata 65, que é realizado nas ruas de Lisboa, em Portugal e promove oficinas para os idosos com mais de 65 anos, ensinando-os técnicas de intervenção urbana e grafite em paredes e muros, e contribui para quebrar os estereótipos relacionados com a idade. 

O projeto foi criado no ano de 2012, pela arquiteta portuguesa Lara Seixo Rodrigues, 36, quando era co-fundadora do WOOL (Festival de Arte Urbana da Covilhã, em Portugal), na época Lara foi desafiada a fazer um workshop de arte urbana para a 3ª idade. E o que chamou a atenção foi o público mais interessado, “os idosos”, eles demonstravam maior entusiasmo pelas oficinas. 

A iniciativa mostra que a idade é apenas um número. “O resultado tem sido impactante. O que nós percebemos é que usamos a arte para atingir pontos na vida dos idosos que não podíamos imaginar", salienta Lara. 

O Projeto Lata 65 veio para transformar os idosos em verdadeiros artistas de rua.

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Lara enfatiza: “Claramente o 'Lata 65' se apresenta como um projeto de inclusão e integração deste grupo etário, eles percebem a rua, a cidade onde vivem. O projeta os desperta para a arte na sua generalidade". 

As atividades com os idosos começam com workshops, onde eles aprendem a história do grafite e o que é a arte urbana. Na sequência, eles criam as próprias marcas, os stencils (tipo de folha de papel fino que serve para moldar os desenhos) e só depois é que vão às ruas para pintar as paredes da cidade de Lisboa, onde o projeto acontece. Usam tudo que aprenderam e experimentam a sensação de liberdade, expressa na arte do grafite.

A coordenadora do projeto destaca que desde o primeiro workshop é possível e desejável despertar, motivar e entusiasmar os mais idosos através da arte urbana, apresentando a estas gerações, novas atividades, novas técnicas, ditas dos mais jovens, como forma de escape e quebra de rotinas, gerando qualidade, jovialidade e bem estar em suas vidas. 

“Há idosos que não desenham há 50, 60 anos, e estão se superando, uma enorme transformação, muitas pessoas chegam desgastadas com a vida, cabisbaixas e tristes. E a partir do momento que vão para a rua, começam a pintar como crianças, super felizes. Eles dizem que é uma experiência para toda a vida”, argumenta Lara Rodrigues. 

Ela reflete: “O que nós percebemos é que usamos a arte para atingir pontos na vida dos idosos que não podíamos imaginar. Luísa, uma das integrantes, assina como 'Armando' em homenagem ao marido falecido".

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

A média de idade dos participantes do projeto é 72 anos e o mais idoso tinha 102. Apesar das oficinas serem abertas a todos os idosos, a maior parte dos alunos são mulheres, que após participarem sentiram-se melhor. Isabel Paço, 53 anos, do Porto, diz: “Eu estava me sentindo longe de tudo, um bocadinho depressiva”. Ela acrescenta: “As diferentes experiências e o aprendizado são benéficos para os mais velhos, porque nos mantém atualizados. Nos sentimos felizes, ativos, vivos, uteis".

Eduardo Machado, 70, um dos poucos homens a se interessar, que depois de aposentado passou a experimentar cerâmica e aquarela. Ele ressaltou: “Sempre admirei os grafites feitos por essa gente nova. Alguns fazem rabiscos a vida toa, mas outros se aperfeiçoam. Eu nunca tinha me imaginado assim, no meio da idade pintando uma parede. Aconteceu".

As oficinas do "Lata 65" são realizadas em ambientes de trabalho totalmente descontraídos, ideais para a aprendizagem das mais variadas técnicas de intervenção nas ruas. Os participantes são acompanhados por artistas de renome da atualidade.

Foto: Reprodução/Workshops/Lata 65/Lisboa

Segundo Lara Rodrigues, o principal objetivo do Lata 65, é conectar as gerações mais velhas e mais jovens através da arte, ajudando-os a se envolverem em novas formas de arte contemporânea de uma maneira leve e divertida. “Costumo dizer que a lata de spray de tinta tem algo de mágico que não sei explicar. Todo mundo gosta de experimentar e o idoso não é exceção”. 

O grupo espalha criatividade pelos murais dos bairros. Lugares antes degradados e abandonados transformaram-se em ambientes cheios de beleza, vida e cor. O Lata 65 veio para eliminar os “clichês” sobre a arte de rua e ampliar os adeptos ao grafiti, uma arte inclusiva carregada de expressão das ruas.

Lara Rodrigues já viajou por diversas cidades em Portugal, Estados Unidos, entre outras. O projeto sem fins lucrativos é financiado pela venda de merchandising, como camisas e broches pela internet. A própria logomarca do Lata 65 foi desenhada por uma participante, que passou a sair sozinha para pintar os muros e chegou a ser detida pela polícia. Ela morreu em 2015.


Foto: Reprodução/merchandising/Lata 65/Lisboa

No Brasil a iniciativa aconteceu em São Paulo, em outubro de 2015, na edição do Serviço Social do Comércio (Sesc/Santana). 

Os cursos têm duração de oito a dez horas, divididas em dois dias, de acordo com estas etapas: 

- A primeira parte do curso é a teórica visual (aprendem sobre a história do grafite, quem foram os precursores, quais as técnicas existentes, etc. 

- A segunda é a prática, e os idosos aprendem a preparar moldes e saem para pintar o muro.

* Os idosos que apresentam dificuldades motoras e que precisam ser ajudados são incentivados.

Veja o talento dos grafiteiros do Projeto Lata 65

Foto: João Fortunato/Lata 65/Lisboa
O despertar para a arte... Na melhor idade.

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa 
Street art... Um motivo para viver o inusitado.


Foto: Rui Gaiola/ Lata 65/Lisboa

A arte de rua não tem idade. Criatividade...


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Grafitar... Um simples detalhe faz a diferença!

Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Proximidade com a arte contemporânea... Concentração... Eis que surge um novo artista.


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

O grupo interage com as cores... Natureza... Descontração...


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa

Projeto Lata 65. A vida em unidade com a arte. Uma bela iniciativa!


Foto: Reprodução/Lata 65/Lisboa
Com informações da Folha de São Paulo/O Dia/Hypeness/Iberoamerica/